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segunda-feira, 29 de julho de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

quarto

estou nesse momento
no seu quarto

em cada pedacinho dele
eu lembro do espaço que nossos corpos criaram
ocuparam
em cada objeto tem um pouco você
tanto que a saudade se torna quase
insuportavelmente acolhedora

é uma ausência tão grande que preenche tudo

(as ruas lá fora estão cheias
ouço gritos
grito também)

mas no seu quarto a maior presença é a sua falta

olho para o armário
consigo visualizar nós dois sem roupa
entrando em transe
olho para as fotos em cima da mesa do meio
uma ausência sua muito presente
de vários passados
o ventilador ligado
circula um ar que também contém fragmentos seus
e esse ar passa na minha pele
e é como se fosse a sua falta que me soprasse de leve

(soube que aquele seu amigo foi levado preso,
estava filmando com o celular e já foi liberado)

é como se me faltasse um órgão essencial
sangue, oxigênio, não sei
e ao mesmo tempo
eu estivesse na mais equipada incubadora
com tudo para me fazer saudável, respirar
seu quarto me dói como um parto bom

o seu toque está em cada objeto
no diprosalic
nos controles remotos
nos florais
no estojo
nas moedas
na maçaneta da porta
o seu olhar nos olha
do quadro dourado do beijo
da tela escura da tv
da tela acessa do computador
do teto
dos seus próprios olhos nas fotos
e penso que nunca fui olhado tão desprotegido
sinceramente real
com essa tristeza calando fundo
e essa alegria de saber que você volta em breve
e essa coisa que chamam amor
que se mistura em tudo que penso, faço, imagino, sou

(o cheiro de gás ainda está forte na camisa. até saiu o teu cheiro)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ela deita sobre a grama

ela deita sobre a grama
o céu é que se derrama

ela sonha com o sol
o sol é que lhe acorda

em alguma paisagem
remota
traz beijos na bagagem

cartão postal é música
teu corpo é túnica
com que vou falar com deus

olhos virados em júpiter
você louca

e eu aqui
deito sobre a cama
a noite é que se derrama

eu sonho com a lua
e a lua é que me dorme

em alguma saudade
próxima
trago beijos de verdade

cartão postal é o rio
teu corpo é um rio
com que vou falar com deus

à nado
há nada

segunda-feira, 1 de julho de 2013

a tua ausência

a tua ausência
soma para menos
subtrai para mais
ilusões de acenos
beira de um cais

terça-feira, 5 de março de 2013

até

um dos meus avôs veio do pantanal
o outro veio do japão
nasci na holanda
sou brasileiro
nasci num clube da esquina
no encontro de várias ruas
andei de skate
coloquei o pé no pacífico
vi a torre eiffel ascender suas luzes
numa paris sobrenatural
provei vinho de mendoza
senti a brisa de uma geleira derretida
pelas bandas do canadá
tremi com um terremoto na costa rica
e subi num vulcão lá
dizem que três vezes por ano
quando o céu está totalmente aberto
dá pra ver o pacífico e o atlântico
indefinir o longe e o perto
de cima daquele vulcão
um dia quero ver...

já morei em frente ao mar
já quase me afoguei
tive amores imaginários
alguns amores deixei
vi um céu muito estrelado
de dar dó
lá em visconde de mauá
e a cachoeira mais bonita aquela
acho que foi em serra do cipó
parecia um lugar de sonhos
de repente era

não canso de ver
o horizonte do arpoador
olhar o mar sem pressa
seja de onde for
funciona pra mim como uma reza
de repente é...

quando eu nasci
uma anja loira, alta, holandesa
disse: vai, Taiyo!
ser outros na vida
navegar é precioso
vai ser outros
outras pessoas
fazer poesia

do pantanal eu trago uma pré-história
um gosto de antes dos começos
como tocar no mar pela primeira vez
achar os olhos da mãe e do pai quando bebê
do japão tem um olhar invertido
olhar o que está dentro
do brasil eu colhi um sorriso
a alegria de estar vivo
da holanda um olhar subversivo
como jogar uma bicicleta num canal

nasci mesmo foi numa esquina
na esquina entre o bem e o mal

caminhando em saltos
pulando moças, cheiros, apartamentos
até encontrar aquela visão
que eu tinha desde pequeno
 até ver o meu sol,
viver, meu nome, viver
escrito em corpo de mulher

até encontrar carol

é quase primavera

paisagem de sonhos
na janela da nossa casa
é a vida que pousa
em nossas mãos
parece um filme que eu vi
há um tempão atrás

casa verde
a grama verde
o cheiro de chuva
parece que é sua
essa beleza das montanhas
caminhando em teus quadris
para ver o sol se pôr
no seu umbigo
beber água

passo por essa terra
ou a terra que me caminha
ou o céu que navega sobre mim
um passarinho pousou no seu ombro
deve ser de deus

um bando de estrelas voam
paisagem de sonhos
é quase primavera
promessa de te ver
fecundando o chão
nos teus cabelos a brisa rega
nesses teus cabelos pretos
escuridão que ilumina
minhas mãos entrelaçadas
rezam
tranças
transe
tons
de verdes heras
é quase primavera

meu amor

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

diários antigos da carol

a carol é poeta:
hoje ela achou
diários antigos
e me falou
- é bonzão se perder no que a gente acha.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

moon dreams

ouço essa música
e consigo ver nós dois flutuando
só um pouquinho acima do chão
num musical inventado
em preto e branco
na orla dessa cidade
e a lua cheia sorrindo no céu

a lua sonha a gente


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

dos momentos em que a amo

quando sorri envergonhada por saber-se bela
quando chora alegre por consolar-se em mim
quando abre o sorriso quando abro a porta
quando fecha os braços e pernas em torno de mim

quando descobre uma música perdida na janela
quando perde a vergonha de saber-se bela
quando dança em qualquer lugar que haja música
quando pára diante de mim e diante da janela

quando escreve poemas como quem penteia o cabelo em frente ao espelho
quando se deixa escrever por meus poemas, beijos e sonhos pagãos
quando desenha com gestos o que sente por dentro, inventando-se
quando se deixa criar-se no gesso que moldamos à quatro mãos

quando cozinha um peixe com molho caseiro
quando aprova meu macarrão com molho curry
quando sozinha se toca ligeiro
quando comigo se mistura

quando vê desenho animado na cama
quando de olhos fechados se anima
quando emburrada se inflama
quando tranquila e em mim se menina

quando dorme
quando acorda
quando morde
quando joga

dos momentos que a amo
prefiro todos
prefiro nenhum

e os momentos que a amo
são todos os mesmos
essa sexta-feira
que ainda não acabou
que ainda nem começou

o momento mais bonito
- infinito

dos momentos que a amo
só me lembro de um


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

minha namorada é uma visionária

minha namorada é uma visionária
ela vê coisas

outro dia ela disse que viu deus
num vira-lata de rua

no outro
ela disse que viu a presença de deus
numas bolhas de sabão na praia de icaraí

hoje ela disse
- estou com saudade de você e de mim.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

o livro dos cabelos

teus cabelos me curam da idéia de que sou diferente do universo
posso decompor o movimento de um beija-flor através do perfume negro dos seus cabelos
se uma gota de chuva escorrega pelo ar rarefeito e encontra abrigo nos teus cabelos
as moléculas se reorganizam em formações geométricas distintas
pequenos diamantes de vento por entre suas tranças criando prismas de luz negra

teus cabelos são rios caudalosos de terras imaginárias onde a civilização ainda não chegou
não há bússolas, mapas, cartas marítimas, nem sinais de estrelas, não há caminho
seguindo o fluxo dos fios é possível atingir perfeitamente a perdição
e mesmo que sábios do oriente, mesmo que matemáticos árabes, intentem descobrir as saídas
teus cabelos são rios infinitos em espirais de labirintos
de onde não se sai, não se entra, não se caminha, nem se pára

dez mil seres da terra podem tentar pentear os teus cabelos usando as dez mil maneiras
assim como os reis e príncipes podem oferecer toda a riqueza de seus palácios
ainda assim não haverá vento bravo que possa invadir a forma natural de seus cabelos
como não se invade o palácio de mil muralhas e dez mil soldados
para contemplar a ondulação de teus cabelos a Terra inclina levemente seu eixo
o jasmim modifica levemente sua cor, o Sol levemente se esconde atrás de uma nuvem

aquele que quiser conhecer os não-caminhos de seus cabelos
deve percorrer a leitura atenta do livro dos cabelos, escrito no tempo onde não havia tempo
escrito com a tinta negra da noite no papel amarelo do dia
escrito com a pena mais fina da fênix mais antiga, do vermelho como sangue de mil rosas em mantra

no livro dos cabelos é possível recitar as sete mil formas de imaginar seus cabelos, agradecer
e visualizar o futuro
aquele que compreender a sua essência poderá caminhar acordado dentro de sonhos
bem como libertar-se da atmosfera ilusória da própria existência terrena e sonhar de olhos abertos

na primeira página do livro dos cabelos há um desenho colorido de uma das formas de seus cabelos
para enxerga-la é preciso fechar os olhos e sacrificar uma imagem em frente a um abismo de si mesmo
caminhar nu pela floresta negra de seus cabelos e se deixar cortar pelas pontas afiadas de seus cabelos
fazer um manto negro de seus cabelos e se deixar banhar pela cascata negra de mel e perfume de seus cabelos

em cada capítulo do livro se encontra uma ponta de um fio de seus cabelos
da primeira ponta até a raiz da segunda percorre-se a circunferência de uma libélula
da segunda ponta até a raiz da terceira percorre-se a circunferência de um ipê-roxo
a partir da terceira, cada ponta de cabelo se enlaça com a seguinte, gerando uma mandala infinita

observando essa mandala do ponto de vista zenital do Uno
é possível visualizar a formação suave de uma figura moldada na capa de um livro:
um rosto de mulher
e o título

o livro do rosto

sábado, 25 de agosto de 2012

ela desenha sem lápis

ela desenha sem lápis
e agora tá desenhando com lápis

o processo dela parece ser
bem legal

pra desenhar sem lápis
ela inventa uma caligrafia com as imagens do mundo
de dentro
de fora
e nem de fora nem de dentro

pra desenhar com lápis
ela dança a coreografia que o mundo conduz
de dentro
de fora
e nem de fora nem de dentro

o desenho ficou legal

sem você no apartamento

to que nem um cão
trancado no apê
procurando a dona
rasgando o sofá
roendo o pé da mesa

fazendo xixi de protesto

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

boa noite, carol

de noite sinto falta dela
andando pelo apartamento
como quem desfila em passarela
ou tudo abrindo abismo em momento
o mundo em mise-en-abyme em tela

desenha sem lápis uma lua no céu
inventa na cintura violão chocolate ao leite
às vezes pára e me olha de mel
às vezes vai e pede que eu deite
- pode tocar que meu toque é teu.

joga os quadris num riso redondo
girando uma dança no ar flutua
yoga os mistérios da mente rondo
e fica um suave sentido perdido na rua

a coisa mais linda que eu já vi
que eu já li ou fui lido ou fui feito
parece que sou só um bem-te-vi
voando ao redor de um lírio perfeito



quarta-feira, 4 de julho de 2012

carol

calor
feito um
caracol

colar
teu corpo
com o meu

coral
que inventa
um mar

carol
que entorta
eu

domingo, 24 de junho de 2012

menina do sorriso na face

menina do sorriso na face

eu tava pesquisando
alguma música
alguma rima
ou quase

menina do sorriso na face
pra dar pinta
sua linda
no teu mural do face

numa espécie de mantra
canto em cima da mente
numa dança por dentro
menina
em ritmo de dance
queria dar pinta
no teu mural do face
menina do sorriso na face

vem me confessar bobagens
vem que eu vou contigo
deito a cabeça
no seu umbigo
o mundo todo
ao redor do umbigo

vem me contar vantagem
a gente não tem inimigo
deita a cabeça
no meu ombro
fica comigo

menina do sorriso na face
eu fico só olhando a sua cara
sem dizer nada
como se filmasse
um filme sem filme
fala sem texto
meu corpo no teu
sexo no sexo
tudo ao inverso
oposto do oposto
mizanabime
quero te ver
fica comigo

menina do sorriso na face


sábado, 9 de junho de 2012

disritimia sincronizada

essas tiazonas meio gordas
balançando no sertanejo
num contraste meio poético
com meu objeto de desejo

louis e seu espumante barato
barato espumante na brisa
da chuva pingando na minha
camisa rosa colorindo o tato

voando num xote no baile
salão ecoando conversas
o chão as paredes não existem
o teto amplo amplia as pernas

nunca tinha ido a pendotiba
e você nunca bebeu tanto
parece um filme adolescente
todo cliche tem um encanto

lençol branco escondendo
mesa de madeira mais banal
dj avanzin mandando no seal
e a gente todo se querendo

beijos roubados de brinks
aventura dentro doida mexe
algumas com tudo nos trinks
outras pra lá de marrakesh

quebrando copos de vidro
cabelo ao vento gente beba reunida
num subúrbio a oriente do oriente
eu deixo ela me conduzir na saída

a mão por dentro do vestido
a boca na taça de cristal
a vida que borbulha sem vidro
ou é ela que é meu temporal?

esse poema tá meio engraçado
tipo pedir risole pro garçom
tocou até claudio zoli
eu não lembro que música não

ah, era aquela do trocando
de bikini sem parar
mas isso nem importa

ah, sei lá



quinta-feira, 7 de junho de 2012

tela camera cama

podia parar de chover
podia você estar aqui

  • mesmo estando debaixo do meu cobertô
  • na minha cama de criança
  • podia você estar aqui

    mesmo estando coberto
    no seu corpo de mulher
    tudo o que você podia ser
    inventamos na pele e em letras

    em pixels, em pontos
    em discos
    em giros
    em danças

    seu olho brilha
    no nosso quarto escuro

    os adesivos de estrela saíram
    faz tempo do teto
    dividíamos a mesma infância
    em tempos e espaços outros
    mas tenho certeza
    que toda noite olhávamos
    para o mesmo céu de falsas estrelas

    os adesivos de estrelas
    viraram estrelas
    o teto
    virou o céu
    a infância, agora dentro
    no único tempo e espaço que existe
    - aqui, agora, eu e você
    em toda noite que existe
    em todas as noites inventadas
    num céu de estrelas verdadeiras

    como qualquer poesia


    (poema a 4 mãos - Taiyo Omura e Carolina Amaral)

sábado, 2 de junho de 2012

a boca da cama


o ventilador
na boca da cama
nem engana
o calor
ela me olha
na cama
na boca de
uma mulher
a cara
o cabelo amassado
não enganam
que ela amou
ontem
o sol
na pele de lençol
altura da bunda
também deita
nela
eu mais desejo
que escrevo
estrelas no lençol
ela tampa a boca
com uma estrela
lá fora a obra
bate
aqui é só
pulsação
parece outra
cidade
parece
coração

perdida em sono
na boca do dia
me perco no corpo
nas curvas
desse bicho solto
largado
lagarto
na cama
espalhado no tempo
de uma sexta-feira
infinita

de leve
ainda dormindo
esboça um sorriso
vindo do sonho
o lençol respira
num ciclo
movendo estrelas
em pleno dia

na boca da cama
galáxias da cama
esparramado universo
fabricando verso
numa brincadeira
ainda dormindo
esboça um sorriso
é quase um mantra
de sonhos lindos
e sem pijama
só de calcinha
invade a retina míope
de um poeta

o meu desejo
na boca da tua pele
se faz primeiro
impulso
instinto
depois tela
depois palavra
depois mentira
depois invenção
depois verdade
depois mito
mais ou menos
nessa desordem
na boca do sentido
vem um leve grito
do seu gemido
mesmo ainda dormindo
escuto os sons
da madrugada
me vem idéias
loucas
nem tão loucas
de escrever-te
comigo mesmo
em tua pele
essa poesia
ensaiamos faz tempo

o pé descoberto
pra fora do lençol
uma parte do ombro
uma do joelho
atrás dos cabelos
e as mãos em pose
(um quadro cubista?)
água não se recorta
só flui
e o lençol

na boca do corpo
se esparrama
como rio de janeiro
em ínicio de junho
paredes abacate
a cama branca
travesseiro tropical
lençol branco
de estrelas
e um corpo
chocolate ao leite
doce
(com alguma pimenta, brasileira)
um corpo que se derrete
na boca de um poeta

eu mais desejo
que escrevo

domingo, 27 de maio de 2012

estromatólitos

na orla
brinquedos de luz
invertem o céu
o mar
se funde ao céu
logo ali
yoga
naquele escuro

um homem de mochila
enfrenta o mar
de pé
numa pedra

vim para as pedras
não para escrever
mas para ser escrito
por elas

poderia ficar horas
só olhando o jeito
que o mar bate na pedra
e cria espumas e sons
(de alguma forma isso me lembra nós dois nus)

vim para perto do mar
para entender suas origens

estromatólitos são seres de fontes
do tempo que quase não tinha tempo
(mas no filme parecia uma pedra de gelatina)

quanto mais olho o mar
menos me sou
e a poesia
fica sendo aquela coisa
como colocar máscaras
e viver em transe

moça
máscara
meu olhar
mundo
medo
espuma do mar
mulher
máscara
duna solar
planeta sade
javali selvagem
na lama
(essa foi djavan ein?)

e olha que eu nem precisei
inventar mitologias:
está tudo aí

as poses e cia.
poesia
índia do mato
ralando mandioca
os cabelos
o encontro do mar com o céu
de noite
os olhos
duas luas minguantes
em eclipse prismático
de algum lugar distante
os quadris
montanhas do rio de janeiro
a boca
fruta tropical
de um sábado-feira
(mulher bonita não paga e também leva!)
as coxas
canoas de árvores fortes
subindo seu rio
no delta do Nilo
no encontro das pernas
um porto seguro?
bahia?
vulcão em vulva
víbora
vício
ofereço em sacrifício
fluxo e precipício
black magic woman
making the devil out of me

o manoel chamaria de caracol de batom vermelho
o bandeira chamaria de porquinho-da-índia
o vinícius de morena
o caymmi de morena rosa
o caê de coisa linda
djavan de galáxia negra
o lô de ela
o drummond de pernas pretas
o murilo de visões do mar
o rimbaud de dérèglement de tous le senses
o carvalho de in the mood
o augusto dos anjos de estromatólito moreno
bilac de ourivesaria inca
bituca de o que será
jorjamado de gabriela
guimarães de diabo

cores, nomes
nomes
cinema
transcendental
biológico
sem lógica nenhuma
cores
sons
noite, dia
fome
força
fundo
cinema mudo
cores, nomes
mito