terça-feira, 29 de janeiro de 2013

solo 1

flores na janela da sala e eu pensando em alguma coisa para melhorar a minha vida e a de meus semelhantes não olhar pra trás não olhar para trás jamais seguir andando seguir os Andes

flores na chuva
cidade cinza
nuvem solar
achar a comida de pássaro e voar

teus olhos separam o que é real
obrigado, flores
flores na chuva
eu só preciso continuar seguindo
continuar na chuva

minha floresta de mims
nasce, cresce, morre e nasce

natureza morta
vivendo em quadros
na paisagem mental

podem ser girassóis
podem ser apenas o verde das árvores
ou serei o verde em mim que se faz humano

natureza morta
flores na chuva

yin e yang
ali naquele escuro

júpiter sincero aguarda um estalo
entre o solo de silêncio e luz
dos parâmetros tortos na calçada
ela pula um cocô de cachorro
com a leveza cega de um Nijinski

motocicleta feita de vento
impossível conter o movimento
motocicleta feita de corpo
espaço aberto ao vigilitante desatento
solos que a cidade esqueceu
um saxofonista rasteja nú pelo chão
sobre um cimento ciumento em cima no centro
próprio umbigo
vão




Um comentário:

  1. [da urgência,

    a palavra da urgência da melodia.]

    um abraço, Taiyo

    Lb

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