domingo, 15 de março de 2009

Brincadeira

andei plagiando uma canção que compus na adolescência
algo sobre o cheiro dela, de fruta desconhecida
e automaticamente estou lá, escalando as paredes da escola
dando dribles-da-vaca, porradobol
você só ficava olhando
como são bobos esses garotos


nas festinhas americanas
aquela palpitação de solidão
não saber o que fazer
tentando não vomitar o coração pela boca
segurando com força a vertigem dos olhos
para não cair ao passo da macarena


na verdade eu não queria bater bafo
nem pular corda, nem 3 cortes
aquilo tudo era pra se mostrar


eu queria mesmo um tempo no canto
para conversarmos um pouco sobre a vida

mentira, eu queria agora, naquela época eu nem sabia o que era
vida


(quando a gente não pensa direito, não existe direito)


acho que sem poesia as coisas ficam menos
poéticas


sendo que hoje a equação é vida = poesia
sendo assim: poesia = vida , poéticas = vívidas


acho que sem poesia as coisas ficam menos vívidas


então precisa-se amadurecer um pouco para viver mesmo
o resto não chega a ser viver
seria mais
agir, fazer, reagir


e também, como o tempo não existe
esse tempo aristotélico,
a gente tá lá e cá e ali
sem distinção


eu acabei de cair e ralar o joelho

2 comentários:

  1. "eu acabei de cair e ralar o joelho"
    Então levante...
    pra cair de novo...
    e levantar
    e cair

    Abração

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